x Arquivos

Janeiro 2007
Fevereiro 2007
Março 2007
Maio 2007

x Créditos

Templates da Lua

Sábado, Maio 26, 2007


Enfim, sábado.
:D
postado por Flávia às 1:48 PM | comentários: 3


Quinta-feira, Maio 24, 2007


Vai tomar no cú, vai tomar no cú, bem no meio do seu cú...

Eis a música mais cantada no jornal. Tão desbocados meus colegas de trabalho. Mas, sejamos sinceros, ô musiquinha boa de cantar!
postado por Flávia às 4:33 PM | comentários: 1



E ontem à noite recebi um telefonema de Campo Grande. Eram dez e meia da noite e lá do outro lado da linha tinha uma amiga com frio, bebendo vinho, e contando causos do Mato Grosso do Sul. Reza a lenda que o IPHAN de lá é IPHAMS, Instituto de Patrimônio Histórico do Mato Grosso do Sul. Ao menos a superintendente entende assim. Os técnicos, historiadores e arquitetos (uma equipe formada por três profissionais) não têm acesso a nenhum site na internet que não seja o do IPHAN. Nem a página do Ministério da Cultura entra lá. Nada. Telefone? Lá não se pode fazer ligações. Trata-se de um local de trabalho, ora bolas. Nas palavras da minha amiga, Campo Grande é Goiás na década de 40. Existem os donos da cidade. A mulher do IPHAN é uma delas.

Reza outra lenda que uma pessoa do IPHAN de Campo Grande ligou para o escritório do instituto em uma cidade lá perto. Do outro lado da linha, uma mocinha simpática, a secretária, atendeu: IP-HAN, boa tarde?!
postado por Flávia às 1:07 PM | comentários: 1


Quarta-feira, Maio 23, 2007


Conversei pelo MSN com uma amiga dos tempos da faculdade em Goiânia. A Maíra. Ô menina querida, ô saudade daquele sorriso grande. Contava para ela que alguns ex-colegas nossos da História hoje estão como professores convidados da Universidade Católica de Goiás, onde estudamos. E que ela precisava entrar também naquele departamento e sair do mundo burocrático do Iphan em Campo Grande. Daí entrei no site da UCG, para bisbilhotar o corpo docente da História. (Tão desatualizado que lá tem até o nome do Paulo, o "Deus", acredita, Helô?) E não é que abriram concurso? Apenas duas vagas, uma para história do brasil e outra para teoria da história. Para a primeira, tem que ter mestrado. Para a segunda, doutorado. Ela entraria na vaga de Brasil. Na banca, um ex-professor, ex-companheiro de viagens. O mundo acadêmico é recheado de panelinhas. Impressionante. Os anos se passam e dão voltas. Amigos e ex-colegas de sala de aula voltando para a universidade, agora como professores da graduação. Estou feliz no jornalismo, chega de curso de graduação. Mas me deu saudade da História. Uma dia voltarei ao meu curso querido. Nem que seja para adquirir mais "cultura".
postado por Flávia às 6:16 PM | comentários: 1



Mais um dia no jornal, mais um dia de aula na faculdade.
Hoje eu queria sumir por uns dias, viver outras vidas, conhecer outros lugares e outras pessoas. O mundo é bão, Sebastião. E grande como ele só.
postado por Flávia às 6:15 PM | comentários: 1



Ela faz cinema

Ela faz cinema

Ela é assim

Nunca será de ninguém

Porém eu não sei viver sem

E fim

Chico Buarque. Ele, tão lindo, ali, bem na minha frente. Depois de quase dez anos, Chico voltou a Brasília. Namorado ficou sete horas na fila para comprar os ingressos, que custaram R$ 100, cada um. R$ 100. Uma quantia que faz diferença no meu riquíssimo orçamento mensal. Mas, bem, era o Chico. Sabe-se lá quando eu teria essa oportunidade de novo. E show para mim é muito mais que ouvir um disco. Muitos valem cada centavo cobrado. O do Chico valeu. Se eu tivesse dinheiro, iria de novo, no segundo dia de apresentação em Brasília.

No final do show, depois de voltar duas vezes com pedidos de bis, ouço uma fã que passou as duas horas anteriores gritando "lindo", bem ao meu lado. "Ele não interage com a platéia, né? Não fala nada, só boa noite e obrigado". Quase viro para ela e pergunto: "precisa de mais?". Juro que não é porque eu daria para o Chico que acho que não precisava de mais. O Boa noite, Brasília com aquele sorriso feliz já estava de bom tamanho. Era ele ali na frente, cantando, sorrindo, dançando, vivendo. E dividindo aquele momento comigo. E com mais de duas mil pessoas, claro. Entre elas, o Lula. O que importa é o momento. É a emoção que senti a cada música cantada. É o sorriso que eu sorria, a lágrima que eu chorava. Dou tanto valor a momentos como esse. À música, a teatro, a viagens. A momentos que vivemos, que nos dão emoção. São pelinhos arrepiados no braço, sabe? Para mim isso é viver.

postado por Flávia às 5:55 PM | comentários: 1


Terça-feira, Maio 22, 2007


Sim, estou vida. Não, ainda não abandonei o blog. Nem criei outro. Esse lado mutante-obsessivo eu deixo pra ela. Abri hoje a página do blogger, meio sem quer querendo, sabe como é. Deixo apenas um sinalzinho de vida. Daqui a pouco eu volto, para escrever um pouco da vida, do Chico, de São Paulo, do jornal e do que mais eu bem entender.
postado por Flávia às 2:25 PM | comentários: 1


Terça-feira, Março 20, 2007


Passei o fim de semana em casa. Não ia a Patos desde agosto, antes do namorado voltar de Londres. Quando coloquei os pés em casa, me dei conta de como o tempo passa rápido. E de como somos atropelados por ele. Foram três dias apenas, mas deu para descansar, recarregar a bateria, ir ao dentista, matar saudade da família, rever duas amigas loucas e lindas, ler metade de Tête-à-Tête, fazer esteira, ver televisão, comer comida gostosa, tomar sorvete da Sideral, pensar pensar e pensar. E ontem, quando voltei para Brasília, chorei. Chorei de saudade dos três dias que passaram tão rápido. Chorei porque é bom sentir que existe um lugar onde me sinto em casa, onde me sinto protegida das maldades do mundo, onde me sinto em paz.
postado por Flávia às 10:15 AM | comentários: 4



Sair da Vivo é mais difícil do que entrar.
Putz!!
postado por Flávia às 10:13 AM | comentários: 0


Quarta-feira, Março 14, 2007


O lado bom de turnês é eu poder me comunicar com as pessoas, é fazer música ao vivo no palco, é ir a vários lugares diferentes. O lado ruim é muita viagem, muito hotel, muita descontinuidade na vida, muito ponto e vírgula, dois pontos. Por ter os dois lados que eu administro o tempo das minhas turnês. Preciso de para ver show dos outros, para ir ao cinema, para ficar com amigos, com meu filho e minha família. Tenho de cuidar da minha saúde, física, psicológica e emocional.

As frases são da Marisa Monte, com quem acabei de conversar. A entrevista tinha tempo determinado. 15 minutos. Mas foram suficientes para descobrir que ela é uma pessoa com quem eu teria vontade de conversar durante um dia inteiro. Ela tem uma voz tranquila e doce. E ao mesmo tempo forte. Vai pra minha lista de artistas bons de dar entrevista. Só não ganha do Moska. E olhe lá.

Mais uma coisa. Sobre ritmo de turnês e tempo para cuidar de si mesma, ela comentou que a gravidez a fez também impor um ritmo novo na carreira. E perguntou, não como aquelas pessoas que perguntam sem nem prestar atenção na resposta, se eu já era mãe, para entender mesmo do que ela estava falando.

Então, quem puder, assista ao show. E cante muito por mim.
postado por Flávia às 4:03 PM | comentários: 3



Quatro anos de namoro, falta uma semana.

Eu quero te dar
E quero ganhar o que você me der
Eu quero te amar
Até não saber mais o que isso é
Eu quero querer
Igual a você assim sem disfarçar
E quero escrever
Uma canção de amor para nos libertar
postado por Flávia às 12:39 PM | comentários: 1



Post porque amanhã é dia do consumidor

Nunca fui muito de colocar na prática o verbo comprar. Sou pão-dura, pelo menos quando o assunto é comprar alguma coisa pra mim. Se eu tivesse dinheiro sobrando, compraria uma bolsa nova, uns dois sapatos, saias e blusas. Mas nada em muita quantidade. Acho que preferiria guardar dinheiro. Poupar. Para viajar, para montar um apartamento, para deixar guardado. Quando resta apenas um pouquinho do meu salário na conta fico para ter um treco. Evito comer na rua, como pão de sal de manhã e à noite, tenho dó até de comprar um brigadeiro. Sou murrinha.

Mas ontem, no dia em que recebi meu salário, fui ao shopping com namorado. Deixamos a Vivo que só dá dor de cabeça e nos mudamos para a Tim. Plano bacana, tudo novo de novo. Mudanças. Sei que toda empresa de telefonia tem seus problemas. E que celular é um troço que acaba dando dor de cabeça. Mas preferimos arriscar. Na Vivo virou questão de orgulho, de honra, de ódio mesmo. Odeio os atendentes da Vivo. Semana passada uma garota me ligou para dizer que eu posso retirar mais um aparelho celular novo, gratuitamente. Eu disse que pago para sair, mas não aceito mais nada de graça deles. E ela ficou toda sem graça. Começou a gaguejar. E disse: "mas a Vivo quer atender aos pedidos dos seus adoráveis clientes". Adoráveis. Adoráveis!!!!!! Custei a acreditar que ela disse essa palavra, adoráveis. Mas, enfim, voltando ao dia do consumidor e às compras, o que eu queria contar mesmo é que na negociação com a Tim Luciano ficou com o aparelho que era do Im e que antes era da Renata, e eu fiquei com um Samsung C400, lindo lindo lindo. Lindo e chique. Não consegui sequer colocar nomes na agenda. Pobre eu, tão da roça. Como a Irislene Stefanelli.

Saímos da Tim e fomos passear na Leitura. Assim, como quem não quer nada. Não resisti. Não consegui esperar que ela me emprestasse o Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre: Tête-à-Tête. Comecei a ler hoje mesmo. Sabe quando uma criança ganha presente novo e quer andar com ele pra cima e pra baixo? Pois é. Sou eu com esse livro.

Mas as compras não terminam aí. Também como quem não quer nada, Lu perguntou para o vendedor da Leitura se o DVD do Moska já tinha chegado. E não é que estava lá? Como eu já tinha comprado o livro, levei pra casa apenas o DVD + Novo de Novo. Namorado se permitiu levar o DVD e o CD. E fomos pra casa ontem mesmo assistir. É maravilhoso, maravilhoso! Com o show gravado em 2004 no Teatro da Caixa (lá estávamos nós), misturado a um documentário-ficção bem feito e de bom gosto. Vale a pena assistir. O único defeito que encontramos no DVD é que aparece quase que somente o Moska, tão narcisista. Namorado, eu, TT, Angelo e Marleane aparecemos poucas vezes na platéia. Acho que merecíamos mais destaque, sabe? ;)
postado por Flávia às 11:41 AM | comentários: 1


Domingo, Março 11, 2007


Suponhamos que eu queira escrever um post como a Clarice escreveu uma crônica, o que é verdade. Suponhamos que eu esteja com uma vontade danada de ir embora, de fugir do trabalho, de sair correndo sem rumo nem lenço nem documento, o que é verdade. Suponhamos que eu sonhei a noite inteira com Paris, o que é verdade. Suponhamos que esses sonhos percorrem a minha mente porque quando penso em felicidade e em amor uma das primeiras cenas que me vêm à cabeça sou eu, ele, nós dois, andando de mãos dados na beira do rio Sena, o que é verdade. Suponhamos que viajar e viver em lugares diferentes pode ser bem mais interessante do que juntar grana pra comprar apartamento e fixar morada em uma cidade, na qual se vive há anos e anos e anos, o que é verdade. Suponhamos que o contrário também pode ser interessante, o que é verdade. Suponhamos que eu precise ler mais, ver mais, ouvir mais, o que é verdade. Suponhamos que administrar o tempo das nossas vidas não é uma tarefa tão fácil assim, o que é verdade. Suponhamos que eu queira tanto um bolo de chocolate agora, o que é verdade. Suponhamos que eu esteja mais uma vez empolgada com academia, o que é verdade. Suponhamos que domingo em Brasília é um dia parado e triste e sem graça, o que é verdade. Suponhamos que eu não saiba nem um décimo de tudo o que precisava saber pra viver nesse mundo cheio de informações, o que é verdade. Suponhamos que a Clarice, a Lispector, suponha bem mais do que eu, o que é verdade.

Suponhamos que eu esteja triste, o que é mentira.
postado por Flávia às 2:24 PM | comentários: 1